quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Política

Contra Bolsonaro, esquerda inventa a “aglomeração do bem”.

Por Diego Lagedo

Nunca foi pela saúde, nunca foi pelas vidas, nunca foi pelo isolamento, nunca foi contra o vírus. A esquerda sempre teve um único objetivo: voltar ao poder.

No primeiro ano de mandato do presidente Jair Bolsonaro, a esquerda ficou perdida, sem discurso, e a oposição mais forte ao Governo veio da mídia e de Rodrigo Maia, que era presidente da Câmara dos Deputados.

Porém, veio a pandemia de Covid-19, que atingiu o mundo todo, e, nesse momento, era evidente que qualquer presidente teria dificuldade para governar. Foi aí que a esquerda reencontrou seu discurso para atacar Bolsonaro de uma forma que fizesse efeito fora da bolha.

O sentimento de felicidade dos esquerdistas foi resumido em uma fala de Lula: “Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem”.

Não que o Governo não tenha cometido erros, mas o Brasil é o 4° país que mais vacinou no mundo e o auxílio emergencial foi um programa fantástico que salvou a população em um momento de crise econômica.

Entretanto, não há popularidade que não seja atingida por uma crise global enquanto enfrenta críticas ferrenhas e parciais de uma classe artística e midiática raivosa. Aliás, esse embate com a grande mídia foi escolha do próprio presidente, que decidiu fazer diferente dos antecessores e não comprou o apoio dos grandes veículos de comunicação.

Bolsonaro seguiu sua agenda, focou no Auxílio Emergencial e, quando havia abraçado a vacinação como forma de acabar com a pandemia, também foi alvo de uma CPI montada pela oposição no Senado. Esta Comissão não foi feita para investigar os escândalos de corrupção do Covidão, mas apenas supostas omissões do Governo Federal durante a pandemia.

Mesmo assim, Bolsonaro continuava fazendo sucesso por onde passava, e afirmava aos quatro ventos que, diferente dele, Lula não podia sair às ruas, pois tinha medo do povo.

A provocação fez efeito e a esquerda, vendo tamanho apoio popular a Bolsonaro nas ruas, decidiu fazer uma manifestação de rua contra ele. Nesse momento, a máscara dos esquerdistas caiu.

Mesmo que, quase de imediato, tenha criado o discurso de que Bolsonaro é mais perigoso que o vírus, a esquerda perdeu o monopólio da defesa da ciência, do isolamento, da saúde e do combate à Covid-19. Está evidente que estavam sempre se lixando para a pandemia, o objetivo sempre foi tirar Bolsonaro e voltar ao poder.

Pois é, depois do “ódio do bem”, a esquerda inventou a “aglomeração do bem”.

*Diego Lagedo é historiador, especialista em gestão pública e editor do site Pernambuco em Pauta.

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