segunda-feira, 31 de agosto de 2026
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Brasil

Edson José Bandeira Braga Filho reflete sobre o que realmente pedir quando se pode desejar qualquer coisa

Para Edson Braga, sabedoria, discernimento e capacidade de gerar valor podem ser patrimônios mais importantes do que dinheiro, poder ou reconhecimento quando o objetivo é construir uma vida e uma empresa sustentáveis

Se uma pessoa pudesse pedir qualquer coisa e tivesse a certeza de que seria atendida, o que escolheria?

Dinheiro?

Poder?

Segurança?

Reconhecimento?

A eliminação de todos os obstáculos?

Para Edson José Bandeira Braga Filho, também conhecido como Edson Braga, talvez a resposta a essa pergunta revele muito mais sobre uma pessoa do que a quantidade de patrimônio que conseguiu acumular ao longo da vida.

Em uma reflexão sobre prosperidade, empreendedorismo, sabedoria e desenvolvimento pessoal, Edson questiona a tendência de desejar primeiro aquilo que pode ser visto, contado e exibido.

Segundo ele, o problema não está em desejar crescimento ou riqueza. O risco aparece quando recursos chegam antes da maturidade necessária para administrá-los.

Possuir muito sem saber escolher pode significar apenas ampliar a capacidade de cometer erros.

Crescer sem discernimento pode representar acelerar sem saber exatamente para onde se está indo.

E conquistar poder antes de compreender o próprio ego pode transformar uma vitória externa em um problema interno.

Talvez estejamos pedindo as coisas na ordem errada

O dinheiro amplia possibilidades.

Pode financiar empresas.

Criar empregos.

Proteger famílias.

Viabilizar investimentos.

Ajudar pessoas.

Transformar projetos em realidade.

Mas Edson Braga chama atenção para uma característica importante dos recursos: eles também podem amplificar aquilo que já existe em quem os possui.

Dinheiro não produz automaticamente sabedoria.

Poder não gera necessariamente maturidade.

Reconhecimento não garante segurança emocional.

Nas mãos de uma pessoa consciente, recursos podem ser instrumentos de construção.

Nas mãos de alguém que ainda não compreendeu determinadas fragilidades, podem apenas ampliar problemas já existentes.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, talvez a verdadeira riqueza comece antes do patrimônio.

Começa na capacidade de compreender.

Sabedoria também aparece nas perguntas que fazemos

A ideia de sabedoria costuma ser associada à quantidade de respostas que alguém possui.

Quanto mais experiência, maior a expectativa de saber.

Quanto mais anos de carreira, mais respostas parecem ser esperadas.

Edson Braga propõe outra leitura.

Talvez sabedoria não seja saber tudo.

Pode significar aprender a formular perguntas que outras pessoas evitam.

O que esta situação está tentando mostrar?

Minha decisão está sendo orientada pela coragem ou pelo medo?

Estou construindo algo que realmente gera valor ou apenas tentando provar meu próprio valor?

Quero crescer para servir mais pessoas ou para sentir-me maior do que elas?

Essas perguntas dificilmente aparecem em relatórios empresariais.

Mas, segundo Edson, podem influenciar decisões que alteram empresas, relações familiares e trajetórias inteiras.

Uma empresa pode crescer mais rápido do que seu fundador

Empreendedores costumam ser avaliados pelo que conseguem construir.

Faturamento.

Número de colaboradores.

Patrimônio.

Expansão.

Participação de mercado.

Mas Edson José Bandeira Braga Filho destaca uma dimensão menos visível do crescimento empresarial: o desenvolvimento interno de quem lidera.

Uma organização pode crescer em velocidade superior à maturidade de seu fundador.

O faturamento aumenta.

A equipe cresce.

A agenda fica cheia.

A responsabilidade se multiplica.

Mas o propósito pode começar a diminuir.

Nesse cenário, alguém pode acreditar que está construindo um grande negócio enquanto, silenciosamente, utiliza o trabalho para evitar questões que precisariam ser enfrentadas dentro de si.

Para Edson Braga, empreender não deveria significar apenas construir do lado de fora.

Também exige construir internamente aquilo que permitirá sustentar a própria expansão.

O fundador também precisa crescer junto com a empresa

Quanto maior uma organização se torna, maiores são as consequências das decisões de quem a lidera.

Por isso, crescimento empresarial também exige crescimento pessoal.

Mais faturamento pode exigir maior responsabilidade.

Mais pessoas exigem maior capacidade de ouvir.

Mais influência exige consciência sobre o uso do poder.

Mais patrimônio exige melhor julgamento.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, a pergunta não deveria ser apenas quanto uma empresa consegue crescer.

Também deveria considerar quem o empreendedor precisa se tornar para sustentar esse crescimento de maneira responsável.

O problema não é receber mais.

É receber mais do que se está preparado para administrar.

Empreender também significa identificar problemas reais

Na visão apresentada por Edson Braga, empreendedorismo não se limita à abertura de empresas ou à multiplicação de capital.

Existe algo anterior.

Perceber uma necessidade.

Identificar um problema.

Compreender uma dor que outras pessoas experimentam.

E assumir a responsabilidade de construir uma solução capaz de produzir valor.

Nesse sentido, um negócio nasce do encontro entre uma necessidade verdadeira e alguém disposto a enfrentar o trabalho necessário para resolvê-la.

Essa perspectiva também altera a maneira de compreender esforço.

Trabalhar muito não significa necessariamente gerar muito valor

O esforço possui dignidade.

Disciplina importa.

Persistência também.

Mas Edson José Bandeira Braga Filho considera que cansaço, isoladamente, não garante resultado.

Existem pessoas extremamente ocupadas que não conseguem perceber onde sua energia realmente cria transformação.

É possível trabalhar muitas horas na direção errada.

Persistir em um modelo que deixou de produzir valor.

Executar com excelência uma tarefa que já não resolve nenhum problema relevante.

Por isso, trabalhar duro continua sendo importante.

Mas precisa estar acompanhado de consciência, direção e utilidade.

Segundo Edson Braga, o mercado não recompensa simplesmente o grau de exaustão de uma pessoa.

Ele tende a reconhecer o valor da transformação que aquela pessoa consegue produzir.

Dinheiro é instrumento, não identidade

Essa reflexão não diminui a importância econômica dos negócios.

Dinheiro mantém empresas funcionando.

Paga salários.

Financia inovação.

Sustenta famílias.

Permite investimentos.

Cria segurança.

O problema aparece quando o instrumento se transforma na única medida de valor.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, dinheiro pode ser um extraordinário recurso e, ao mesmo tempo, tornar-se um péssimo senhor quando passa a dirigir todas as decisões.

Quando isso acontece, tudo começa a ter preço.

Inclusive aquilo que talvez nunca devesse estar disponível para negociação.

A palavra.

A consciência.

A família.

A amizade.

A dignidade.

A paz.

Nesse momento, crescimento econômico pode deixar de significar prosperidade.

Prosperidade pode estar na capacidade de gerar valor

Edson Braga propõe uma definição de prosperidade que não depende exclusivamente daquilo que alguém possui.

Uma pessoa verdadeiramente próspera talvez seja aquela capaz de gerar valor em diferentes circunstâncias.

Compreender pessoas.

Identificar necessidades.

Enxergar oportunidades.

Tomar decisões difíceis.

Construir confiança.

Resolver problemas sem criar problemas ainda maiores.

Essa capacidade pode continuar existindo mesmo depois de uma perda financeira.

É por isso que algumas pessoas conseguem perder patrimônio e reconstruir.

Elas perderam recursos.

Mas não perderam necessariamente conhecimento, experiência, reputação, relacionamentos e capacidade de execução.

Outras podem estar cercadas de patrimônio e, ainda assim, ter perdido a própria direção.

O que permanece depois que o patrimônio desaparece?

Para Edson José Bandeira Braga Filho, existe uma diferença fundamental entre aquilo que recebemos e aquilo que nos tornamos.

Recursos podem desaparecer.

Empresas podem mudar.

Patrimônio pode diminuir.

Cargos terminam.

Mercados se transformam.

Mas determinadas capacidades permanecem.

Experiência.

Discernimento.

Conhecimento.

Caráter.

Coragem.

Capacidade de reconstrução.

Por isso, talvez uma das perguntas mais importantes sobre riqueza seja imaginar o que restaria se tudo aquilo que pode ser contabilizado desaparecesse.

O que permaneceria dentro da pessoa?

Talvez a pergunta não seja apenas como ganhar mais

A partir dessa reflexão, Edson Braga sugere substituir algumas perguntas comuns.

Em vez de pensar somente:

“Como posso ganhar mais?”

Talvez seja necessário perguntar:

“Como posso compreender melhor?”

Qual problema estou preparado para resolver?

Quem realmente se beneficia daquilo que estou construindo?

Que tipo de pessoa preciso me tornar para administrar com responsabilidade aquilo que desejo conquistar?

Essas perguntas deslocam o foco do resultado para a capacidade necessária para sustentá-lo.

Algumas conquistas mostram que pedimos pouco

Edson José Bandeira Braga Filho reconhece que determinadas realizações podem provocar uma percepção inesperada.

Às vezes, uma pessoa consegue aquilo que desejou e descobre que havia feito uma pergunta pequena demais.

Pediu o resultado quando precisava de discernimento.

Pediu a chegada quando precisava de direção.

Pediu abundância antes de aprender a administrá-la.

Pediu reconhecimento sem perceber que ainda dependia excessivamente dele.

Nesse sentido, algumas conquistas não encerram a busca.

Elas apenas revelam que talvez fosse necessário desejar algo mais profundo.

Os problemas também podem participar da formação

Nem sempre a vida entrega exatamente aquilo que foi desejado.

Surgem dificuldades.

Pessoas complexas.

Perdas.

Responsabilidades.

Decisões maiores do que aquelas para as quais alguém acreditava estar preparado.

Para Edson Braga, talvez algumas dessas experiências também participem do processo de desenvolvimento.

Elas exigem decisões.

Exigem maturidade.

Revelam fragilidades.

Obrigam a desenvolver capacidades que, em outras circunstâncias, talvez permanecessem adormecidas.

O problema pode não ser aquilo que alguém desejou receber.

Mas pode ajudar a construir a pessoa capaz de lidar melhor com aquilo que ainda deseja conquistar.

Antes de pedir mais, talvez seja necessário pedir melhor

Se fosse possível escolher apenas uma coisa, Edson José Bandeira Braga Filho considera importante resistir à resposta automática.

Antes de pedir mais recursos, talvez seja necessário desejar clareza para utilizá-los.

Antes de pedir crescimento, maturidade para sustentá-lo.

Antes de pedir reconhecimento, caráter suficiente para não depender dele.

Antes de pedir riqueza, sabedoria para impedir que ela custe aquilo que nenhuma quantia poderia recuperar.

A prosperidade, nesse sentido, deixa de ser apenas uma questão de acumulação.

Passa a envolver preparação.

O patrimônio mais importante pode estar dentro da pessoa

No final da reflexão, Edson Braga apresenta uma pergunta que pode funcionar como uma medida diferente de riqueza:

Se amanhã tudo aquilo que você possui desaparecesse, o que ainda existiria dentro de você capaz de reconstruir?

A resposta não aparece em nenhum extrato bancário.

Mas pode revelar conhecimento.

Relacionamentos.

Credibilidade.

Resiliência.

Discernimento.

Caráter.

Capacidade de criar.

Para Edson José Bandeira Braga Filho, talvez esses sejam alguns dos patrimônios mais importantes de uma vida.

Porque aquilo que possuímos pode mudar.

Mas aquilo que realmente nos tornamos pode acompanhar cada novo começo.

E talvez seja justamente por isso que, antes de desejar qualquer coisa, valha perguntar não apenas o que gostaríamos de receber.

Mas quem precisamos nos tornar para receber, utilizar e sustentar aquilo de maneira responsável.

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