Justiça reconhece perseguição, ameaças e monitoramento ilegal após término de relacionamento de 14 anos.
A ex-vereadora Magda Alves tornou pública, por meio de suas redes sociais, uma grave denúncia de violência doméstica, perseguição e ameaças contra seu ex-companheiro, identificado como Alexsandro. O caso veio à tona após o término de um relacionamento de 14 anos, encerrado em julho de 2025, quando, segundo Magda, teve início uma escalada de agressões psicológicas, monitoramento ilegal e intimidação.
Em uma série de publicações, Magda relatou o impacto emocional vivido nos últimos meses. “Hoje eu não estou bem. Estou vivendo dias de muito medo e muita angústia. Mas decidi não me calar”, escreveu. A ex-parlamentar afirma que o ex-companheiro não aceita o fim da relação e passou a persegui-la, além de realizar ofensas verbais e morais, inclusive em espaços públicos.
O caso já resultou em uma decisão judicial. De acordo com a 1ª Vara Criminal da Comarca de Garanhuns, foi concedida uma Medida Protetiva de Urgência em favor de Magda Alves, diante da existência de fortes indícios de violência doméstica e risco à integridade da vítima.
A decisão judicial aponta elementos considerados graves, como a instalação de um dispositivo de rastreamento no veículo da ex-vereadora, caracterizando monitoramento e vigilância indevida; o envio de mensagens com ameaças veladas e ofensas à honra; além do registro de agressões físicas anteriores, como socos, chutes e tapas. Entre os fatores de maior risco destacados pelo Judiciário está ainda a informação de que o acusado teria acesso facilitado a uma arma de fogo.
Ao divulgar a decisão, Magda fez um apelo direto a outras mulheres que vivem situações semelhantes. “O medo paralisa. A culpa confunde. A vergonha tenta nos silenciar. Mas nada disso é culpa da vítima”, afirmou. Em outra mensagem, reforçou: “Não se calem, pelo amor de Deus! Nossa vida é preciosa”.
A ex-vereadora destacou que a medida protetiva é um passo fundamental para garantir sua segurança e integridade física, além de servir como alerta sobre a importância de denunciar e romper ciclos de violência. O caso reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a necessidade de mecanismos efetivos de proteção, como os previstos na Lei Maria da Penha.
