segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Cotidiano

Corpo do poeta e cronista urbano Miró da Muribeca é velado no Cemitério de Santo Amaro, no Recife

Começou no fim da tarde deste domingo (31) o velório do poeta e cronista pernambucano João Flávio Cordeiro da Silva, mais conhecido como Miró da Muribeca, no Cemitério de Santo Amaro, região central do Recife. Familiares, amigos e admiradores estiveram presentes na cerimônia. O sepultamento está marcado para a segunda-feira (1º), às 11h.

Miró faleceu neste domingo aos 61 anos e a informação foi divulgada no perfil oficial do artista nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada, mas o artista lutava contra um câncer com metástase, descoberto em 2020. Miró deixa um filho e um neto.

Em maio deste ano, Miró foi internado em um hospital público do Recife, em decorrência de problemas de saúde. Na época, o quadro de saúde dele era estável, apesar de estar debilitado.

O diretor da Ideação e produtor da Bienal do Livro de Pernambuco, Sidney Nicéas, esteve no velório para se despedir do poeta recifense.

“A gente sabia que ele vinha enfrentando problemas de saúde, se tratando ao longo dos anos. Participo de um grupo no WhatsApp que sempre arrecadava fundos pra ajudar ele e estávamos com uma cota para pagar o hotel dele. Conversava com minha sogra ontem que iria ver ele nesta semana, mas infelizmente não deu tempo”, disse.

O acompanhante terapêutico Adroaldo Rocha, que cuidava de Miró, lamentou a morte. De acordo com ele, o poeta se tornou um amigo, a partir da relação de trabalho.

“Eu estava com ele ontem e realizamos todos os procedimentos recomendados pelo Samu, mas hoje pela manhã ele não resistiu. Eu fui chamado para fazer esse cuidado onde estava debilitado e não podia sair só, e eu estive com ele. Foi uma pessoa que ganhei com o trabalho e se tornou um amigo, um irmão, onde ele me escutava para ir ao hospital” contou.

O artista José de Sá, fã que acompanha Miró desde 2016, foi ao velório com o livro ‘Miró até agora’ em mãos, para se despedir de sua maior referência.

“Conheci Miró em 2016 em um evento de poesia. A partir disso comecei a acompanhar nas redes sociais onde iria se apresentar, porque na época estava começando a fazer poesia, eu tinha 16 anos. Ele se tornou um dos maiores da poesia do Brasil, usava o corpo como extensão da palavra e é a maior referência para quem é de Pernambuco”, declarou.

 

Fonte: Folha PE

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